Prevenção VIH

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30 Novembro 2012

Moçambique continua a liderar nos casos de prevalência do HIV/SIDA, de acordo com último relatório do Conselho Nacional de Combate ao Sida (CNCS) deste ano, onde  a tendência é para o aumento do número de casos e prevê-se que em 2015 o número atinge os 15% a 20%  de novos casos.


Esta é uma tendência preocupante, principalmente para as autoridades de saúde que têm se debatido cada vez mais com este problema em Moçambique. Bachir Macuácua é médico e investigador na área do HIV/SIDA e violência doméstica, e defende um maior envolvimento da comunidade na luta e combate desta doença já considerada a doença do século.


“As campanhas de sensibilização do HIV/SIDA são eficazes, estão a cumprir o seu papel e têm contribuído bastante para a redução de novos casos, mas isso só não basta. Tem que haver um envolvimento comunitário, pois penso que até agora as pessoas não entendem bem do que se trata”, explicou o médico.


Para cada 100 pessoas 11 são seropositivos e a maioria são mulheres, o que significa que as “campanhas devem incidir de certa forma nas mulheres. Isto é, sensibiliza-las mais, apostar na educação e nos meios de prevenção”.


Para o médico e investigador os homens de alguma forma foram negligenciados,  por isso “é importante que as campanhas sejam direccionadas também para os homens, uma vez que a violência sexual é praticada pelos homens e o poder financeiro é mais nos homens que nas mulheres”, assegura  Bachir.


Outra das questões abordadas por Bachir como um factor de risco foi “os hábitos culturais, como por exemplo o Kutxinga praticados pelos homens, que não são avaliadas, mas de alguma forma contribuem para o aumento de novos casos”.


Apesar do cenário assustador, as campanhas de sensibilização não param e os debates sobre o assunto são prioridade nos agentes de saúde.
Para combater o número elevado de prevalência do HIV/SIDA, os agentes de saúde têm apostado em campanhas de prevenção como principal veículo, mas também no apelo à circuncisão masculina.


“Está provado que a  circuncisão masculina reduz a 60% os riscos de contrair o HIV/SIDA e transmitir a doença para a parceira. Apesar de na região sul esta prática não seja cultural, é importante que este apelo aumente, por isso a necessidade de se olhar para o público masculino”, concluiu Macuácua.

 

@SP

 

publicado por SAPO Moçambique às 17:25

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